
O Governo PSD/CDS aprovou a chamada «reestruturação do sector das águas», processo assente na fusão das empresas multimunicipais com o objectivo final de entregar a sua exploração aos grupos privados.
Uma decisão adoptada à margem da vontade das populações e com a oposição da larga maioria dos municípios.
Uma decisão que passa por cima dos acordos assumidos com os municípios, afasta as populações das decisões, retira competências e poderes às autarquias que deixam de estar presentes na gestão dos sistemas, apesar de continuarem a ser accionistas e clientes e, em última análise, quem paga a existência dos sistemas e do grupo Águas de Portugal, remetendo-as para um mero Conselho Consultivo no qual não terão qualquer capacidade de influência.
No distrito, e de acordo com a proposta do Governo, a Águas do Zêzere e Coa e a Águas do Centro serão integradas num novo sistema denominado Águas de Lisboa e Vale do Tejo, cuja gestão será delegada na EPAL, agregando um total de oito sistemas e quase cem municípios (!).
Ler mais...